Resgatando a criatividade jurídica

  • Katia Moura Rodrigues
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Por Tessa Manuello, Fundadora e CEO da Legal Creatives; e Carol Hannud – COO da Legal Creatives

Crise no meio jurídico?

A maior ameaça ao mercado jurídico na atualidade não é a crescente automação ou a concorrência com legaltechs e lawtechs. A maior crise – e a que talvez nos leve para o abismo da irrelevância e da perda de mercado – é a crise de imaginação.

A maioria dos prestadores de serviços jurídicos não consegue imaginar como atender seus clientes de modo condizente com a realidade digital em que todos já vivemos (inundada de Facebook, Instagram, Whatsapp, Amazon Prime, Uber, Rappi, iFood, etc. ), em uma oferta de serviços que seja participativa, clara, previsível, atrativa, acessível e eficaz.

E quais são as probabilidades?  

Visando contribuir para a visibilidade e a possível solução desta crise de imaginação, foi criada a Legal Creatives com a missão de ensinar aos profissionais do direito uma metodologia que viabilize a exploração do potencial criativo do advogado por meio de técnicas emprestadas da ciência humana e artística.

O foco da iniciativa é o de usar a criatividade como uma ferramenta para imaginar novas maneiras de trabalhar, novos serviços e novos produtos jurídicos; com a preocupação de criar uma nova Legal UX -uma nova experiência do usuário no Direito.

A metodologia nasceu através da pesquisa acadêmica da fundadora e CEO da Legal Creatives, Tessa Manuello, franco-canadense que atuou em arbitragens internacionais na Câmara de Comércio Internacional de Paris antes de se mudar para o Canadá e passar a explorar a criatividade em âmbito acadêmico e pessoal através do estudo de técnicas criativas.

Neste processo, Tessa levou sua formação jurídica para um outro nível, integrando tudo o que havia aprendido no campo da criatividade. O resultado é a descoberta fundamental que guia a Legal Creatives: a certeza de que a criatividade não é exclusivamente para os artistas.

Todos temos criatividade dentro de nós, só precisamos descobrir e liberar o que potencialmente foi sufocado pela formação jurídica e/ou pela idade.

Um exemplo de como a criatividade jurídica pode ser aplicada é reimaginar a forma como os contratos são apresentados hoje. Em vez de produzir documentos longos, burocráticos e técnicos, os advogados são inspirados a redesenhar seus contratos para melhorar a experiência do usuário (as partes do contrato), o que impacta diretamente no negócio em si.

Infelizmente, os contratos são elaborados por advogados para advogados e para que juízes os interpretem – não pelas partes que constituem o núcleo fundamental e a razão de existência do documento. Tais contratos costumam ser bastante longos, cheios de palavras difíceis (o tal juridiquês) com fontes em preto e branco e são extremamente inacessíveis.

O potencial do universo da criatividade jurídica é investigado com rigor acadêmico e experiência prática, pesquisando e analisando como a imaginação pode ser ativada para melhor servir os profissionais, os clientes e a sociedade em geral. São criados novos conceitos, estruturas, ferramentas e estratégias que são criativas e relevantes para o campo jurídico.

Grandes nomes da inovação não nascem prontos! Há muita técnica envolvida no processo!

A chave fundamental é dominar o processo criativo e criar novas habilidades. Uma importante ferramenta utilizada neste processo é o Canvas da Criatividade Jurídica. Pronto para explorar seu potencial criativo para a construção de uma experiência jurídica na realidade digital? Então, acesse aqui o nosso ebook de criatividade jurídica, afinal, a criatividade uma das novas leis desta nossa sociedade digital!

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