#NHPJ: O que faz um headhunter jurídico?

Linte > Blog > LinkedIn Lives > #NHPJ: O que faz um headhunter jurídico?
  • Bruno Calzavara
  • Nenhum comentário
capa-blogpost-Guilherme-Nicolau

Você deve ter olhado para o título e pensado “o que é esta sigla”? Vamos te explicar: NHPJ significa “Novos Horizontes da Profissão Jurídica”, a série de LinkedIn Lives que temos produzido há meses nessa rede social, sempre com um convidado e um tema macro diferente. Nossa apresentadora Carol Hannud, head de Comunidade e do Studio Linte, conversa sobre a trajetória do participante, como ele ou ela vê o cenário atual da advocacia e explora quais são suas perspectivas e expectativas para o futuro do Direito.  

Hoje, inauguramos uma série de publicações aqui em nosso blog onde vamos trazer essas discussões para cá! E começamos com Guilherme Nicolau, um dos headhunters jurídicos mais renomados do país e sócio fundador da Nicolau – Recrutamento Especializado.

Formado em Direito pela USP, Nicolau possui 10 anos de atuação como associado de importantes bancas – como Mattos Filho e Pinheiro Guimarães – e 12 anos de uma trajetória como headhunter voltado para o mercado jurídico, compliance e áreas correlatas.

Quais são as atividades do dia a dia de um headhunter jurídico?

Talvez a primeira dúvida que surja sobre este tema seja exatamente como funciona essa posição de headhunter jurídico. Guilherme conta que de fato existem muitos questionamentos, principalmente sobre “quem paga a conta”: “basicamente a gente é contratado ou por escritórios de advocacia ou por empresas – bancos, fintechs etc”, esclarece. 

“Esses clientes normalmente estão procurando por algum perfil específico de advogado. Então chega um cliente meu e me contrata para buscar um sócio de criminal, por exemplo. Aí eu vou acessar esse mercado todo, vou conversar com todo mundo, vou elaborar um relatório, fazer uma shortlist com finalistas e aí sim vamos tocar as entrevistas até essa pessoa ser contratada.”

Eu posso trocar uma ideia com um headhunter jurídico?

Ele ressalta, porém, que o movimento contrário também acontece: de ser abordado por profissionais que estão em transição de carreira ou procurando uma recolocação. “Na maioria das vezes eu consigo encaixar um tempo para bater um papo, aí eu conto o que eu vejo no mercado, ‘os escritórios estão buscando isso’, ‘essa área está em alta’, ‘essas skills estão sendo muito procuradas’…”, relata.

Nesse caso, Guilherme reforça que seu vínculo comercial é com empresas, e não com candidatos, portanto essas conversas são uma cortesia, para conhecer as pessoas e fazer relacionamento. “Até porque é uma troca, eu sempre aprendo alguma coisa e já fiz amigos entrevistando pessoas. Uma das grandes vantagens do meu trabalho é conhecer pessoas”, diz.

As mudanças do mercado de trabalho nos últimos anos

Formado em 2004 e com mais de uma década de experiência como headhunter, Guilherme é capaz de traçar paralelos claros entre as exigências que eram feitas aos novos advogados anos atrás e quais são as habilidades e os perfis mais procurados atualmente. “Naquela época, os caminhos eram mais claros e você tinha um leque muito menor”, resume.

“Muitos dos meus colegas foram para a área pública e, se você fosse para banco ou empresa, existia uma visão de que você não era ‘bom o suficiente’, porque o aprendizado estava nos escritórios. E hoje isso claramente mudou. Alguns dos advogados mais brilhantes que eu conheço estão em empresa, porque além da parte técnica, essas pessoas agregaram um conhecimento corporativo que às vezes os sócios de escritório não têm.”

Os escritórios de advocacia ontem e hoje

Além disso, Guilherme lembra que outra alternativa era seguir a carreira em escritórios de advocacia, que era o grande objetivo de muitos acadêmicos ou recém-formados na área. “Se você fosse chamado por um dos grandes escritórios, você tinha que agradecer aos céus, ‘vou fazer o que for necessário para me dar bem aqui porque é um lugar onde muita gente gostaria de estar’”, conta. 

Porém, hoje em dia, Guilherme percebe que o jogo mudou e são os escritórios que têm que convencer os candidatos de que vale a pena entrar lá. Segundo ele, algo semelhante acontece com os advogados corporativos, cuja carreira se tornou muito mais sofisticada.

E aí, curtiu o bate-papo com o Guilherme Nicolau? Então entre neste link para assistir ao vídeo completo da LinkedIn Live de que ele participou!

Nos links abaixo, você pode conhecer um pouco mais sobre outros profissionais relevantes do mercado que também já participaram da nossa live:

O que é Legal Design?

Conheça Tessa Manuello, a primeira entrevistada da nossa LinkedIn Live

Conheça Joshua Walker, o próximo convidado da nossa LinkedIn Live

Open chat
Precisa de ajuda?
Fale com especialista