Advogado do futuro: como usar o conhecimento para ajudar?

  • Katia Moura Rodrigues
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Advogados

Por Renata Benacchio Regino, Regulatory and Corporate Geo Legal na Accenture

Qual a diferença entre um advogado e um advogado do futuro?

Nós advogados precisamos aceitar e mudar nosso mind-set.

A tecnologia está aí para ajudar e não para atrapalhar ou, como dizem por aí, “tomar o seu lugar” — os tempos são outros e hoje temos ao nosso dispor inúmeras ferramentas que podem auxiliar nas tarefas operacionais e ações repetitivas, ações que não precisam do “toque” humano. Ainda somos e sempre seremos os detentores dos soft skills.

Em resumo, o advogado do futuro é o que entende este conceito.

Além das ferramentas que nos auxiliam nas tarefas operacionais, existem outras inúmeras ferramentas, como por exemplo a que nos ajudam a melhor interpretar dados, e, quanto melhor a qualidade dos dados, mais precisa é a tomada de decisão. São inúmeras ferramentas com inúmeras funcionalidades.

Então por qual motivo ainda existe resistência na utilização da tecnologia?

Em 2019 a Accenture realizou uma pesquisa com 50 diretores jurídicos do setor financeiro na América do Norte e 89% dos entrevistados definiram ou implementaram, nos últimos dois anos, novas tecnologias. No entanto, muitos sofrem com a demanda por manutenção dos vários sistemas e tecnologias. 

Ou seja, por mais que ainda exista certa resistência aos avanços tecnológicos, é cada vez mais nítido que os advogados do futuro terão que adentrar e se adaptar ao uso de novos recursos.

Em contrapartida, os entrevistados também relataram que poucos advogados usam todo potencial do sistema, pois as ferramentas são geralmente muito pesadas e/ou não foram implementadas com um fluxo de trabalho lógico para permitir que os advogados realizem seus trabalhos com mais rapidez ou eficiência.

Por isso, não basta só implementar a tecnologia, mais que isso, é fundamental saber identificar qual é a apropriada e a sua correta utilização. Treinar o time para tirar o máximo proveito da ferramenta é essencial. Dessa maneira, cria-se uma estrutura para formar não somente advogados do futuro, mas sim, um time capacitado e motivado. 

E tudo isso vem acompanhado da crescente demanda para que os advogados deixem de ser um centro de custo e passem a exercer um papel mais estratégico, que sejam parceiros do negócio. Isto é, novamente destacando a necessidade de se tornar um profissional mais amplo e certamente preparado para novos desafios.

E por sua vez, a tecnologia permite que profissionais executem tal papel e se tornem advogados do futuro. Se você se identifica com este tipo de profissional, descubra aqui quais as mudanças do mercado e as perspectivas para a profissão.

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